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H.Moon – Trustblood: quando fantasmas viram canções

Philip Ekström sempre foi mestre em transformar melancolia em brilho — primeiro com o dreampop luminoso do The Mary Onettes, depois com o universo mais íntimo, frágil e fantasmagórico do seu projeto solo, H.Moon. Trustblood, lançado em 2020, é aquele tipo de álbum que parece sussurrar memórias no seu ouvido, carregando um clima que é ao mesmo tempo acolhedor e levemente assombrado.

Tudo começou enquanto Ekström trabalhava na trilha do filme Endings, Beginnings, de Drake Doremus. No meio desse mergulho emocional — o filme fala de rupturas e recomeços, e o próprio Philip vivia um momento parecido — algumas composições ficaram “órfãs”. Em vez de arquivá-las, ele as transformou em algo maior: letras, texturas e atmosferas que deram vida ao H.Moon.

O single-título, “Trustblood”, já anuncia o clima: reverb etéreo, guitarras tremidas, vocais que parecem evaporar e synths que vão crescendo como uma onda lenta. É um som que tem a delicadeza do dreampop, a expansão do cinema e aquele toque de dor bonita que só Ekström domina.

O disco inteiro funciona como uma tapeçaria de emoções — parte ambient, parte trilha sonora, parte pop minimalista. Tudo com um tom meio crepuscular, mas sem cair no desespero; é mais um calor suave, um conforto de quem já passou por tempestades e agora respira, meio cansado, meio aliviado.

Ekström descreveu as músicas como “pequenos fantasmas melódicos da minha alma”, e honestamente essa é a definição perfeita. Trustblood é isso: doce, triste, íntimo e cheio de espectros que, em vez de assustar, abraçam.

Se você curte álbuns que parecem diários sonoros — ou se sente saudade daquela névoa emocional dos tempos áureos do The Mary Onettes — mergulhar aqui é obrigatório.

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