Florentenes: juventude, ambição e o novo single “Madeline” apontam a banda de Bolton para voos ainda mais altos
Direto de Bolton, no norte da Inglaterra, o Florentenes segue se consolidando como um dos nomes mais empolgantes da nova cena britânica. Formada ainda na adolescência, a banda chama atenção não só pela maturidade musical, mas também pela história improvável: enquanto o grupo lota shows e agenda festivais, o baterista Liam Fiddy ainda está na escola.
O quarteto nasceu da amizade escolar entre o vocalista e compositor Will Train Smith, o guitarrista Luke Holding e o baixista Harry Stubbs. A formação se completou com a chegada de Liam, que começou a tocar bateria aos seis anos de idade e rapidamente chamou a atenção do produtor Dave Eringa — nome lendário ligado a The Who, Manic Street Preachers e Jamie Webster — que não hesitou em compará-lo a Keith Moon. Nada mal para alguém que ainda concilia ensaios com provas e dever de casa.
Mesmo com todas as limitações iniciais — incluindo horários restritos para tocar bateria em casa — o Florentenes cresceu rápido. Em pouco mais de um ano, a banda já havia esgotado ingressos em Bolton e levado seus shows para cidades como Cardiff, Newcastle e Liverpool, além de garantir presença em festivais de verão. Os sonhos são grandes: Glastonbury e um dia lotar o estádio do Bolton Wanderers.
O primeiro EP, 14:17, leva o nome das idades dos integrantes na época da gravação e reúne canções escritas por Will durante o lockdown. Produzido por Dave Eringa, o trabalho apresentou uma banda crua, energética e com forte senso melódico, pavimentando o caminho para lançamentos cada vez mais ambiciosos.
Esse amadurecimento fica evidente no novo single “Madeline”, lançado em 28 de janeiro de 2026. A faixa mostra um Florentenes mais confiante, combinando guitarras vibrantes, urgência juvenil e um refrão direto, daqueles feitos para ser cantado em coro. Sem perder a espontaneidade que marcou os primeiros passos do grupo, “Madeline” aponta para um salto criativo — soa maior, mais polida, mas ainda visceral.
Com apoio de uma base de fãs crescente, histórias quase míticas — como o presente inesperado de uma guitarra autografada por Johnny Marr — e uma estrutura familiar sólida, com a mãe de Will atuando como empresária, o Florentenes prova que idade não é obstáculo para ser levado a sério. Pelo contrário: é justamente essa mistura de juventude, talento e ambição que faz da banda um nome cada vez mais impossível de ignorar.
