Turnstile presta tributo a Mani com cover de clássico do The Stone Roses
A banda de Baltimore Turnstile gravou uma versão de “I Wanna Be Adored” como homenagem ao lendário baixista Mani, figura fundamental na sonoridade e na mística do The Stone Roses. O tributo chega em um momento de luto e reverência, celebrando o impacto duradouro de uma das bandas mais influentes do cenário alternativo britânico.
A escolha da música não foi por acaso. Em declaração sobre a gravação, a guitarrista Meg Mills explicou que, com a morte de Mani, pareceu o momento certo para prestar homenagem. “Com a partida de Mani, pareceu um momento realmente apropriado para homenageá-lo”, afirmou. Ela também destacou a importância cultural da banda em sua formação musical: “Como britânica, The Stone Roses é uma daquelas bandas que qualquer criança com alguma inclinação para o alternativo conhecia desde muito cedo.”
“I Wanna Be Adored”, faixa de abertura do álbum de estreia homônimo do grupo de Manchester, lançado em 1989, é considerada um dos hinos definitivos do indie rock. Construída sobre uma linha de baixo hipnótica — marca registrada de Mani — a música ajudou a definir o som da virada dos anos 80 para os 90 e consolidou o status quase mítico da banda.
Meg Mills foi além ao classificar o The Stone Roses como “uma banda icônica” e, em sua opinião, “provavelmente a mais cool entre todas as bandas de Manchester daquela época”. A reverência demonstra o alcance transatlântico da influência do grupo, que moldou gerações muito além do Reino Unido.
A versão do Turnstile mantém o clima atmosférico e a tensão crescente do original, ao mesmo tempo em que imprime a energia característica da banda americana. O resultado é um encontro entre gerações do rock alternativo — um gesto de respeito que reforça como certos legados permanecem vivos através da reinvenção.
