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The Jesus and Mary Chain retorna a Singapura após 14 anos com show raro e atmosfera “Just Like Honey”

Desde o caos abrasivo de Psychocandy até a maturidade afiada de Glasgow Eyes, os irmãos Jim Reid e William Reid construíram uma das trajetórias mais influentes da música alternativa. Entre distorções saturadas e lirismo sombrio, ajudaram a moldar gêneros como noise-pop, pós-punk e shoegaze. O sucesso inicial no Reino Unido rapidamente evoluiu com Darklands e Automatic, este último marcando a consolidação nos Estados Unidos, com hits que alcançaram o topo das paradas e revelaram uma faceta mais refinada de composição.

Mesmo durante o hiato que se seguiu ao fim dos anos 90, a banda nunca desapareceu completamente do imaginário coletivo. Muito disso se deve ao uso de “Just Like Honey” no filme Lost in Translation, de Sofia Coppola — um momento que apresentou sua estética melancólica a uma nova geração. O retorno em 2007, no Coachella, ainda contou com a participação inesperada de Scarlett Johansson, reforçando o caráter imprevisível e magnético do grupo.

Celebrando quatro décadas de carreira, Glasgow Eyes surge como um trabalho que honra o passado sem se prender a ele. Gravado no estúdio Castle of Doom, da banda Mogwai, o disco reafirma a relevância do grupo com uma sonoridade pulsante, letras afiadas e uma energia que ecoa seus dias mais incendiários.

Depois de uma intensa agenda de shows entre 2024 e 2025, o The Jesus and Mary Chain desacelera em 2026 — o que torna essa rara apresentação em Singapura ainda mais especial. No palco do Esplanade Concert Hall, o público terá a chance de testemunhar não apenas um show, mas a continuidade viva de um legado que transformou ruído em beleza.

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