Kanye West é barrado do Reino Unido e leva ao cancelamento do Wireless Festival 2026
O rapper Kanye West foi oficialmente proibido de entrar no Reino Unido, após decisão do Home Office que considerou que sua presença “não seria condizente com o interesse público”. A medida veio após semanas de controvérsia envolvendo sua participação como headliner do Wireless Festival.
Com a negativa da autorização de viagem (ETA), o festival acabou sendo cancelado em sua totalidade, com reembolso garantido ao público. A decisão marca um desfecho drástico para um evento que já enfrentava forte pressão pública e política.
A polêmica gira em torno de uma série de declarações e ações recentes de Kanye West, incluindo comentários antissemitas e associações com ideologias extremistas. O caso gerou críticas de políticos, artistas e organizações representativas da comunidade judaica no Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer classificou a escolha do artista como “profundamente preocupante” e afirmou que ele “nunca deveria ter sido convidado”.
Além da pressão institucional, patrocinadores também começaram a abandonar o evento, tornando a realização do festival cada vez mais inviável. Mesmo com a defesa inicial do organizador Melvin Benn, que chegou a pedir “perdão” e defender a apresentação, o cenário acabou se tornando insustentável.
Em meio à crise, Kanye divulgou uma nova declaração afirmando querer demonstrar mudança e promover “unidade, paz e amor” por meio de sua música, além de expressar interesse em dialogar com membros da comunidade judaica britânica. Ainda assim, o governo manteve sua decisão.
O episódio reforça o impacto direto que posicionamentos públicos podem ter na carreira de artistas — especialmente em um cenário global onde questões políticas e sociais têm peso cada vez maior na indústria da música ao vivo.
