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Como um show de Jeff Buckley ajudou a transformar “Fake Plastic Trees” em um clássico do Radiohead

Mais de três décadas após seu lançamento, “Fake Plastic Trees” continua sendo uma das canções mais marcantes da carreira do Radiohead. O que muitos fãs talvez não saibam é que a música quase tomou um rumo completamente diferente durante sua gravação.

Em 1994, enquanto trabalhava nas sessões do álbum The Bends, a banda enfrentava forte pressão da gravadora para repetir o enorme sucesso de “Creep”. No entanto, “Fake Plastic Trees” simplesmente não funcionava em estúdio.

O guitarrista Ed O’Brien relembrou que uma das primeiras versões da faixa soava parecida com “November Rain”, do Guns N’ Roses — e a comparação não era um elogio. Segundo ele, a música parecia “pomposa e bombástica”, distante da delicadeza que a banda buscava.

A mudança aconteceu após um show de Jeff Buckley em Londres. A apresentação impressionou profundamente o vocalista Thom Yorke, que mais tarde revelou que ver Buckley cantar lhe deu confiança para explorar o falsete de forma mais natural e emocional.

De volta ao estúdio, Yorke gravou a música praticamente sozinho, acompanhado apenas por um violão. De acordo com o baixista Colin Greenwood, o vocalista registrou apenas algumas tomadas antes de desabar em lágrimas diante da intensidade emocional da interpretação.

A partir dessa gravação, os demais integrantes construíram toda a instrumentação da versão definitiva, preservando a vulnerabilidade que acabou se tornando uma das principais características da canção.

O resultado foi uma das faixas mais emocionantes do catálogo do Radiohead. Lançada em 1995 como parte de The Bends, “Fake Plastic Trees” consolidou a evolução artística da banda e permanece como um dos momentos mais emblemáticos da carreira do grupo britânico.

A história também reforça a influência duradoura de Jeff Buckley sobre uma geração de músicos. Sem aquele concerto em Londres, é possível que “Fake Plastic Trees” nunca tivesse alcançado a forma delicada e profundamente comovente que a transformou em um clássico do rock alternativo.


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