Catherine Ringer, voz dos Rita Mitsouko, morre aos 68 anos
Catherine Ringer, uma das figuras mais marcantes da música francesa e voz dos Rita Mitsouko, morreu aos 68 anos, vítima de um câncer. A notícia foi divulgada nesta terça-feira, 15 de setembro, e rapidamente provocou homenagens à artista, que ajudou a transformar a cena pop e rock francesa a partir dos anos 1980.
Ao lado do guitarrista Fred Chichin, Ringer formou os Rita Mitsouko em 1979. A dupla desenvolveu uma linguagem própria, misturando rock, funk, pop, música eletrônica e ritmos latinos com uma atitude profundamente irreverente. O resultado rompeu com os padrões da música francesa da época e transformou os dois em referências de uma geração.
Entre as músicas que marcaram essa trajetória estão “Marcia Baïla”, “Andy”, “C’est comme ça” e “Les Histoires d’Amour Finissent Mal… En Général”. “Marcia Baïla”, lançada em 1984, tornou-se um dos grandes sucessos dos Rita Mitsouko e ajudou a estabelecer a presença da dupla no cenário internacional.
Com uma presença de palco intensa e uma imagem que combinava teatralidade, humor e uma estética punk, Catherine Ringer tornou-se uma personagem singular da cultura francesa. Sua voz e seu modo de interpretar ajudaram a dar aos Rita Mitsouko uma identidade impossível de confundir.
O álbum The No Comprendo, lançado em 1986, consolidou ainda mais a importância da dupla. O disco trouxe alguns de seus maiores sucessos e mostrou a capacidade de Ringer e Chichin de transitar entre diferentes estilos sem perder a personalidade.
A parceria artística com Fred Chichin terminou de forma abrupta em 2007, quando o músico morreu aos 53 anos. Catherine Ringer então iniciou uma nova fase de sua carreira, mantendo vivo o repertório dos Rita Mitsouko e desenvolvendo também seu trabalho solo.
A trajetória de Ringer foi marcada justamente pela liberdade artística. Ela nunca se limitou às convenções da chanson française ou do pop tradicional e ajudou a abrir espaço para uma geração de artistas interessados em misturar música, performance, moda e provocação.
Sua morte encerra a trajetória de uma das artistas mais originais da música francesa das últimas décadas. Catherine Ringer deixa como legado uma obra que atravessou gerações e uma série de canções que continuam associadas à transformação da cultura pop francesa nos anos 1980.
