Yves Tumor lança “We Don’t Count” com Nina Cristante e participa de “Berghain” com Rosalía e Björk
Em “We Don’t Count”, Tumor e Cristante constroem um universo sonoro cru e melancólico, onde a sensualidade e o caos coexistem. Gravada e editada pelos próprios artistas, a faixa — acompanhada por um vídeo em preto e branco de estética lo-fi — soa como uma conversa íntima entre dois mundos: a intensidade emocional de Tumor e o lirismo minimalista de Cristante.
O resultado é uma canção que parece emergir de um sonho distorcido, um território em que a vulnerabilidade se torna arte. Essa colaboração reforça a capacidade de Tumor de absorver o estilo de seus parceiros e transformá-lo em algo novo. Assim como em seu aclamado álbum Praise a Lord Who Chews but Which Does Not Consume; (Or Simply, Hot Between Worlds) (2023), o artista combina elementos de rock, soul, noise e eletrônica com uma entrega performática que desafia rótulos e padrões.
Com Rosalía e Björk: a grandiosidade de “Berghain”
Já em “Berghain”, faixa do próximo álbum de Rosalía, Tumor surge em um contexto totalmente diferente — um cenário operático e trilíngue (em alemão, espanhol e inglês) de estética grandiosa. Ao lado de Björk, ele adiciona uma densidade obscura e mística à composição, expandindo ainda mais o horizonte sonoro da cantora espanhola.
Sob a direção de Nicolás Méndez (CANADA), o clipe filmado em Varsóvia, Polônia, traduz visualmente essa união de forças — uma viagem sobre dor, cura e transcendência, ambientada em um universo cinematográfico e emocionalmente carregado.
Um catalisador criativo
Em ambos os projetos, Yves Tumor reafirma seu papel como catalisador criativo: um artista que não apenas colabora, mas provoca, transforma e eleva cada parceria. Sua presença imprime tensão, emoção e profundidade — um tipo raro de magnetismo que faz de cada encontro um novo capítulo na evolução da música alternativa global.
