Entre memória e presente, Blood Orange encontra beleza no “entre” de Essex Honey
Há discos que se apresentam como narrativas lineares; Essex Honey prefere o caminho mais instável e, por isso mesmo, mais honesto. O novo trabalho de Dev Hynes soa como um sonho recorrente: fragmentado, circular, povoado por ecos que retornam quando menos se espera. Nada aqui se encerra completamente. Ideias, timbres e versos reaparecem como pensamentos intrusivos, criando a sensação de que o luto — tema subterrâneo do álbum — não é um evento datado, mas um estado de oscilação permanente.
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