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Dream Pop

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Deary mergulham no shoegaze com o épico single “Alfie”

Formada durante o período de lockdown, a banda nasceu como um recomeço criativo para o guitarrista Ben Easton e a vocalista e guitarrista Dottie Cockram. Em meio a um mundo paralisado, o projeto surgiu como válvula de escape e ponto de reconstrução artística. A química entre os dois foi imediata, construída sobre camadas de guitarras etéreas, samples atmosféricos e uma linguagem musical compartilhada.

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Balaclava Records traz Chapterhouse para show inédito no Brasil

Os fãs de shoegaze e dream pop têm motivo para comemorar: a cultuada banda inglesa Chapterhouse vem ao Brasil pela primeira vez para uma apresentação única. O grupo, referência da cena indie britânica dos anos 90, tocará na íntegra seu álbum de estreia Whirlpool (1991), considerado um marco do período pré-Britpop, com clássicos como “Breather”, “Pearl” e “Falling Down”.

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She’s green — Chrysalis

Zofia Smith já afirmou que deseja que sua música evoque “um estado dissociativo ou relaxado”, algo que ofereça ao ouvinte uma sensação de repouso dentro das próprias paisagens sonoras. Em Chrysalis, primeiro EP do she’s green em dois anos, essa ambição não apenas se concretiza como ganha contornos mais profundos e maduros. O quinteto de Minneapolis — Smith (voz), Liam Armstrong Raines e Lucas (guitarras), Teddy Nordvold (baixo) e Kevin Seebeck (bateria) entrega um trabalho que entende o shoegaze não apenas como gênero, mas como ambiente mental.

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Coral Grief – Air Between Us – Dream-pop como memorial urbano em câmera lenta

Há discos que funcionam como trilhas sonoras; Air Between Us, álbum de estreia do trio de Seattle Coral Grief, opera mais como um mapa emocional. Não um guia turístico, mas um palimpsesto: camadas de memória, apagamentos e vestígios de lugares que já não existem — ou que existem apenas no nome. É um disco que observa a erosão do tecido social com delicadeza glacial, encontrando beleza não no progresso, mas no que ele deixa para trás.

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Entre memória e presente, Blood Orange encontra beleza no “entre” de Essex Honey

Há discos que se apresentam como narrativas lineares; Essex Honey prefere o caminho mais instável e, por isso mesmo, mais honesto. O novo trabalho de Dev Hynes soa como um sonho recorrente: fragmentado, circular, povoado por ecos que retornam quando menos se espera. Nada aqui se encerra completamente. Ideias, timbres e versos reaparecem como pensamentos intrusivos, criando a sensação de que o luto — tema subterrâneo do álbum — não é um evento datado, mas um estado de oscilação permanente.

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Drop Nineteens lança “Fools” e amplia sua discografia histórica

Formado no início dos anos 1990 em Boston, o Drop Nineteens ocupa um lugar singular na história do shoegaze norte-americano. O grupo ganhou atenção internacional com o álbum de estreia Delaware (1992), um marco do gênero nos Estados Unidos, combinando guitarras densas, melodias etéreas e uma sensibilidade emocional que dialogava diretamente com a cena britânica da época.

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Sombr – I Barely Know Her

Quando deixa o confessional para trás e abraça o melodrama por completo, sombr encontra sua forma mais interessante. O single “12 to 12”, com seus synths cintilantes e energia oitentista, abre espaço para um artista mais performático e menos refém da própria sensibilidade — quase um Brandon Flowers ainda aprendendo a ousar. Feita para pistas imaginárias, é provavelmente sua composição mais carismática até agora

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H.Moon – Trustblood: quando fantasmas viram canções

Tudo começou enquanto Ekström trabalhava na trilha do filme Endings, Beginnings, de Drake Doremus. No meio desse mergulho emocional — o filme fala de rupturas e recomeços, e o próprio Philip vivia um momento parecido — algumas composições ficaram “órfãs”. Em vez de arquivá-las, ele as transformou em algo maior: letras, texturas e atmosferas que deram vida ao H.Moon.

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