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Primal Scream mistura carisma e caos em noite intensa na Audio

Na noite de terça-feira, 11 de novembro de 2025, o Primal Scream fez um show único na Audio, em São Paulo, marcando sua aguardada volta ao Brasil diante de uma plateia lotada e entusiasmada. O público, fiel e apaixonado, esperava há anos por esse reencontro — e foi recompensado com uma performance enérgica, visceral e imprevisível.

O show começou pontualmente, algo raro e elogiado pelos fãs. Desde o primeiro acorde, ficou claro que a banda estava determinada a entregar uma dose pura de rock’n’roll. No entanto, problemas de som comprometeram parte da experiência. A guitarra, em volume excessivo, abafou os vocais de Bobby Gillespie, além de praticamente eliminar os teclados e os backing vocals da mixagem.

As falhas, perceptíveis desde as primeiras músicas, eram resultado do próprio time técnico da banda, que parecia não perceber o desequilíbrio no som. Mesmo com o público próximo ao palco pedindo correções, o grupo manteve o volume no máximo — e respondeu com ironia que “isso é rock’n’roll”, reforçando a postura rebelde e intransigente que sempre os caracterizou.

Ainda assim, Bobby Gillespie compensou qualquer falha com carisma e empatia. O vocalista mostrou sua simpatia genuína, assinando livros, pegando na mão dos fãs, recebendo bandeiras e cartazes, e interagindo com a plateia de forma calorosa. Esses gestos transformaram o caos técnico em conexão humana, e o público respondeu com devoção e entusiasmo.

Entre distorções, energia e afeto, o Primal Scream mostrou que o verdadeiro rock vive no limite entre o controle e o colapso — barulhento, imperfeito e cheio de alma. Uma noite que dividiu opiniões, mas reafirmou o espírito livre e indomável da banda escocesa.

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