Molchat Doma toca hoje em São Paulo com show SOLD OUT
Com ingressos esgotados e uma expectativa que cresce desde sua última passagem pelo país, o Molchat Doma se apresenta hoje em São Paulo, no Tokio Marine Hall. A noite marca não apenas o reencontro do trio bielorrusso com o público brasileiro, mas também a união de duas forças da cena pós-punk contemporânea: a banda convidada Jenni Sex e o fenômeno global Molchat Doma.
Formado por Oliveira Helders (vocal, guitarra, efeitos), Danilo Lima (baixo, efeitos) e Caliban (bateria), o Jenni Sex sobe ao palco levando o material de Healing Kiss (2023), lançado pela Wave Records. O disco reafirma a assinatura do trio, que ecoa Bauhaus, Joy Division e The Chameleons sem jamais soar datado — ao contrário, sua estética sombria se amplia com guitarras hipnóticas, sintetizadores densos e letras enigmáticas que se infiltram nas entranhas do público.
Uma abertura perfeita para uma noite que promete intensidade, eletricidade e um mergulho profundo na atmosfera do pós-punk contemporâneo.
A relação entre o público brasileiro e o Molchat Doma não é nova — mas segue crescendo como uma corrente elétrica. Em 2023, na primeira apresentação da banda em São Paulo, a casa lotada testemunhou um fenômeno raro: uma multidão que não compreendia o idioma, mas compreendia tudo pela vibração. A mistura da voz grave e melancólica de Egor Shkutko com as bases mecânicas e cinzentas de Roman Komogortsev e Pavel Kozlov transformou aquela noite em um rito coletivo de catarse pós-soviética e emoção universal.
Hoje, o trio retorna mais maduro e mais forte. A banda, composta por:
- Egor Shkutko – vocal
- Roman Komogortsev – baixo, guitarra e sintetizadores
- Pavel Kozlov – bateria e sintetizadores
segue colhendo os frutos do impacto global de “Судно (Sudno)”, que explodiu no TikTok em 2020 e superou milhões de reproduções em todas as plataformas. Mas o tempo provou que o Molchat Doma não é uma banda de um único hit: sua discografia sólida e coerente continua expandindo um universo próprio, onde o darkwave, o cold synth e o pós-punk dos anos 80 são reinterpretados com brutal honestidade e alma contemporânea.
Com o lançamento de Belaya Polosa (2024) e uma turnê de mais de 30 shows pelos Estados Unidos em 2025, o retorno ao Brasil carrega uma promessa clara: novas músicas, mais experiência de palco e a mesma energia devastadora que fez São Paulo pulsar como um único sintetizador.
