Temples apostam em pista de dança no novo single ‘Jet Stream Heart’ e anunciam álbum eufórico ‘Bliss’
O Temples está de volta com uma nova fase sonora e cheia de energia. A banda anunciou o quinto álbum de estúdio, Bliss, que chega no dia 26 de junho pela V2 Records, e apresentou como primeiro gostinho o vibrante single ‘Jet Stream Heart’ — descrito pelo vocalista James Bagshaw como “Kylie Minogue encontra Daft Punk encontra Temples”.
Segundo Bagshaw, a faixa marcou o ponto de partida criativo do disco. “Hoje em dia estamos sempre tentando fazer algo divertido. Essa música fala sobre ser seduzido pela própria música — aquela sensação de passar em frente a um clube e sentir algo te puxando para dentro”, explicou. O resultado é um som direto, pulsante e assumidamente dançante, apontando para um álbum com os pés firmes na pista.
Três anos após Exotico (produzido por Sean Ono Lennon), o grupo decidiu assumir totalmente a produção do novo trabalho. Para Bagshaw, isso trouxe uma liberdade criativa inédita. “É libertador não pensar em como o disco será recebido. Talvez os fãs odeiem — mas é o Temples mais puro que já fizemos.”
Inspirado pela dance music do fim dos anos 1990 e início dos 2000, o álbum mergulha em referências como Faithless, Underworld, Massive Attack e Portishead. Curiosamente, a banda admite sentir nostalgia de uma cena que sequer viveu plenamente. “É a nostalgia de ser jovem demais para sair e viver aquilo. Existe algo mágico e melancólico nisso”, comentou o vocalista.
A proposta foi repensar o papel de cada instrumento e explorar uma “euforia melancólica” — combinando batidas eletrônicas com texturas orgânicas, samples e atmosferas expansivas
Liricamente, Bliss aborda temas como desconexão, frustração, rendição e renovação. Faixas como ‘Vendetta’ falam sobre conflitos entre amigos e o alívio catártico de superar desentendimentos. “É aquela euforia de perceber que você não perdeu alguém para sempre — só estavam sendo idiotas por uma noite”, brincou Bagshaw.
Descrito como o trabalho “mais visionário” da carreira do grupo, o disco busca romper qualquer rótulo fixo. “Ninguém pode mais nos colocar apenas como banda de garage rock ou psicodelia. Existem toques psicodélicos, mas de uma forma moderna. Não há nenhuma banda ‘psych’ soando assim.”
Tracklist de Bliss:
- ‘Jet Stream Heart’
- ‘Revelations’
- ‘Megalith’
- ‘Glimmer’
- ‘Blue Flame’
- ‘Vendetta’
- ‘Jaguar’
- ‘Horizon’
- ‘Waiting On The Echoes’
- ‘Fantasy Realm’
Com Bliss, o Temples parece determinado a transformar saudade, juventude imaginada e liberdade criativa em um convite direto à pista de dança — e, ao mesmo tempo, a um novo capítulo em sua trajetória sonora.
