Documentário sobre o Sex Pistols ganha exibição em Kyoto a partir de outubro
Um novo documentário dedicado ao Sex Pistols chega aos cinemas do Japão para revisitar a trajetória de uma das bandas mais importantes e controversas da história do punk britânico.
“Sex Pistols: The Destruction Blueprint” terá sua estreia no Uplink Kyoto em 2 de outubro de 2026, levando às telas uma história que combina música, moda, arte, indústria do entretenimento e os conflitos que marcaram a ascensão meteórica do grupo.
Ambientado na Londres dos anos 1970, o filme recupera o momento em que o punk rock surgiu como uma ruptura radical com o cenário musical estabelecido. O Sex Pistols transformou não apenas a música, mas também a maneira como uma geração passou a enxergar comportamento, moda e expressão artística.
Performances caóticas, declarações provocadoras na televisão, roupas rasgadas, alfinetes de segurança e uma postura deliberadamente confrontadora ajudaram a transformar a banda em um dos maiores símbolos da revolução cultural britânica.
O documentário também revisita o impacto de Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols, álbum de estreia lançado em 1977 e que se tornou uma das obras fundamentais do punk. Apesar da curta existência do grupo, o disco ajudou a estabelecer uma nova linguagem para o rock e influenciou inúmeras bandas nas décadas seguintes.
A história por outro ângulo
Um dos principais diferenciais do filme é colocar Glen Matlock no centro da narrativa. Baixista original e um dos principais compositores do Sex Pistols, Matlock deixou a banda antes do lançamento do álbum e acabou sendo afastado da imagem mais conhecida construída em torno do grupo.
O documentário apresenta seu depoimento como uma espécie de história alternativa dos Sex Pistols, explorando os bastidores da banda e as contradições existentes entre criação artística, indústria musical e espetáculo.
Além de imagens de arquivo e entrevistas, o filme inclui registros de apresentações da época e material mais recente com Matlock, construindo uma perspectiva sobre a trajetória do músico e sobre o legado deixado pelo Sex Pistols.
A produção também aborda os acontecimentos que contribuíram para transformar a história da banda em mito: a saída de Johnny Rotten, o fim prematuro do grupo e a morte de Sid Vicious, aos 21 anos, após uma overdose de heroína enquanto aguardava julgamento pela morte de Nancy Spungen.
Mais do que reconstruir a história de uma banda, o documentário procura discutir uma questão mais ampla: o que significa realmente vencer na vida quando arte, fama e indústria do entretenimento entram em conflito?
Música, moda e revolução
A importância dos Sex Pistols ultrapassou os limites da música. A estética agressiva associada ao grupo ajudou a popularizar uma nova linguagem visual, enquanto sua postura contra instituições estabelecidas tornou-se parte fundamental do imaginário punk.
O filme reúne depoimentos e imagens relacionadas não apenas aos integrantes dos Sex Pistols, mas também a personagens que fizeram parte daquele universo cultural, entre eles Chris Spedding, Debbie Harry, Billy Idol, Wayne Kramer, Kenny Jones, Fat Mike e Tracii Guns.
A direção é assinada por André Relis, responsável pelo documentário Randy Rhoads, e Nick Mead, de Iron Fist: The Movie e trabalhos relacionados ao universo do Motörhead.
Com a chegada ao Uplink Kyoto, o público japonês terá a oportunidade de revisitar uma das histórias mais turbulentas e influentes do rock britânico, agora contada também a partir da perspectiva de Glen Matlock.
“Sex Pistols: The Destruction Blueprint” estreia em 2 de outubro de 2026 no Uplink Kyoto.
