Fatboy Slim finalmente consegue aval dos Rolling Stones para lançar ‘Satisfaction Skank’ após 25 anos
Depois de mais de duas décadas circulando como bootleg lendário nas pistas de dança, ‘Satisfaction Skank’, o mash-up de Fatboy Slim que cruza seu clássico ‘Rockafeller Skank’ com ‘(I Can’t Get No) Satisfaction’ dos Rolling Stones, finalmente recebeu aprovação oficial da banda. Um momento histórico para a cultura clubber — e uma vitória tardia para Norman Cook.
Presença constante nos sets do DJ desde o fim dos anos 1990, a faixa se tornou um “segredo” cuidadosamente guardado, tocada apenas em momentos estratégicos para fechar a noite com impacto máximo. “Por nunca ter sido lançada oficialmente, virou minha arma secreta”, contou Cook. “Eu só a ouvia uma vez por semana, quando tocava.”
A trajetória até a liberação foi tudo menos simples. Ao longo de 25 anos, pedidos e tentativas foram sistematicamente recusados. Em um dos episódios mais emblemáticos, enquanto discutia um remix de ‘Sympathy For The Devil’, Cook sugeriu incluir o mash-up como lado B — resposta imediata: não. “Depois de 20 anos de ‘não’, a gente desistiu”, admitiu. “Achei que o navio já tinha partido.”
Mas o improvável aconteceu. O interesse persistente do público, aliado ao fato de Mick Jagger ser um grande entusiasta da faixa, reabriu as portas. O resultado é a oficialização de um dos maiores “lost tracks” da dance music, agora reconhecido por seus criadores originais.
Cook revela que a ideia surgiu poucos meses após o lançamento de ‘Rockafeller Skank’, quando ele já estava exausto de tocar o single em todas as apresentações. A solução foi simples e ousada: temperar o hit com o riff mais famoso da história do rock. O efeito foi imediato — e duradouro.
Além de celebrar o lançamento, Fatboy Slim também comentou sobre o estado atual da cena eletrônica, suas ambições improváveis (como um Christmas Number One) e a recorrente pergunta sobre ter ou não “perdido a paixão” por criar música nova. A resposta, implícita no lançamento de ‘Satisfaction Skank’, parece clara: a chama ainda está acesa — só demorou 25 anos para receber sinal verde.
