Rostam revela versão original de “Campus”, clássico do Vampire Weekend, e relembra origens da banda
O multi-instrumentista e produtor Rostam revisitou seus dias iniciais no Vampire Weekend ao lançar a versão original de “Campus”, faixa querida pelos fãs que apareceu como B-side na edição do álbum de estreia homônimo da banda, lançado em 2008.
A gravação original, no entanto, antecede a própria fundação oficial do grupo. Rostam registrou “Campus” em 2005, enquanto ainda estudava na Columbia University, meses antes de o Vampire Weekend se consolidar como banda.
Segundo o músico, a canção foge à regra do primeiro disco do grupo. “O Ezra escreveu praticamente todas as letras do nosso álbum de estreia, mas essa música foi uma exceção”, explicou, referindo-se ao vocalista Ezra Koenig. “Eu queria criar uma peça construída em torno de cello, bumbo e um vocal que contasse uma história.”
Rostam revelou ainda que a faixa foi inspirada por “Be Mine”, da cantora sueca Robyn. Quando a música passou a ser tocada com instrumentação mais voltada ao rock, o resultado surpreendeu a todos. “Foi um acidente feliz, mas eu sempre tive a intenção de que essa versão original visse a luz do dia.”
Além de disponibilizar “Campus (Original Version)” nas plataformas digitais, Rostam lançou um mini-documentário detalhando o processo de criação da faixa. No vídeo, ele dedica a música aos estudantes que têm participado de protestos na Columbia e em outras universidades pelo país.
O single também ganhou uma edição limitada em vinil 7 polegadas. Parte significativa da renda — 51% — será destinada a organizações como Palestine Legal, Coalition for Humane Immigrant Rights of Los Angeles (CHIRLA), Palestine Children’s Relief Fund e Sudanese American Physicians Association.
Formado oficialmente em 2006, o Vampire Weekend surgiu da amizade entre Rostam, Ezra Koenig, Chris Baio e Chris Tomson, todos estudantes da Columbia University. O álbum de estreia, lançado em 2008, tornou-se um marco do indie rock dos anos 2000, misturando influências de pop barroco, ritmos africanos e letras sofisticadas que capturavam a vida universitária e as inquietações da juventude nova-iorquina.
Rostam deixou a banda em 2016 para focar em sua carreira solo e produção musical, mas continua sendo peça fundamental na sonoridade que definiu a identidade do grupo em seus primeiros anos.
Com o lançamento da versão original de “Campus”, o músico não apenas resgata um momento formativo de sua trajetória, como também reforça a conexão entre arte, memória e engajamento social — revelando que, mesmo duas décadas depois, certas canções ainda têm novas histórias a contar.
