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PUMP UP THE VOLUME

Lançamento de discos

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Entre memória e presente, Blood Orange encontra beleza no “entre” de Essex Honey

Há discos que se apresentam como narrativas lineares; Essex Honey prefere o caminho mais instável e, por isso mesmo, mais honesto. O novo trabalho de Dev Hynes soa como um sonho recorrente: fragmentado, circular, povoado por ecos que retornam quando menos se espera. Nada aqui se encerra completamente. Ideias, timbres e versos reaparecem como pensamentos intrusivos, criando a sensação de que o luto — tema subterrâneo do álbum — não é um evento datado, mas um estado de oscilação permanente.

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Sharp Pins — Balloon Balloon Balloon e o prazer de ver as coisas estourarem

Enquanto Radio DDR soava como uma espécie de “greatest hits” prematuro, Balloon Balloon Balloon se comporta como um rádio enferrujado sintonizando transmissões de décadas longínquas. As gravações têm uma baixa fidelidade tão extrema que muitas vezes parecem vir de outro cômodo — como se estivéssemos vasculhando um caixote de compactos sem rótulo, cada um mais gasto do que o anterior. Há faixas que parecem hits esquecidos de algum grupo adolescente de outro século e outras que soam como experimentos estranhos escondidos no lado B de um single obscuro.

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IDLES lança EP de remixes para a trilha de Caught Stealing com Interpol, Nick Zinner e Lip Critic

O Interpol e Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) entregam novas versões para “Rabbit Run”, cada um explorando texturas distintas. O remix do Interpol traz uma atmosfera mais áspera e expansiva, transformando o pulso original em algo mais denso e espacial. “Fiquei tão impressionado com a bomba dinâmica da mix original que só sentei e ouvi, repetidamente, por um tempo embaraçosamente longo”, diz Sam Fogarino. “É uma montanha-russa de tirar o fôlego.”

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NKISI — Anomaly Index

A obra parte de um gesto raro na música eletrônica contemporânea: transformar imperfeições técnicas — hiss, hum, arranhões de fita, ondulações de gravações antigas, arquivos perdidos — em substância estética. Nkisi recolhe esses fragmentos e os reorganiza como quem reativa um ritual. Há algo de arqueológico na maneira como ela manipula esses materiais: não para restaurá-los, mas para permitir que continuem falando na língua trêmula e quebrada que lhes é própria. Esses “erros” deixam de ser falhas e se tornam protagonistas. Cada ruído vibra como um fantasma que finalmente encontrou espaço para se manifestar.

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Sigrid – There’s Always More That I Could Say

A sequência “Do It Again” e “Kiss the Sky” empurra o disco para uma zona mais ardida, cheia de batidas firmes e melodias que piscam para o pop dos anos 2000 — um território onde Sigrid soa paradoxalmente mais solta. Já “Two Years” puxa o freio e mergulha num retro-pop quase pré-SAW, cheio de cores pastel e melodias que parecem resgatadas de fitas cassete encontradas no fundo de uma gaveta.

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Sombr – I Barely Know Her

Quando deixa o confessional para trás e abraça o melodrama por completo, sombr encontra sua forma mais interessante. O single “12 to 12”, com seus synths cintilantes e energia oitentista, abre espaço para um artista mais performático e menos refém da própria sensibilidade — quase um Brandon Flowers ainda aprendendo a ousar. Feita para pistas imaginárias, é provavelmente sua composição mais carismática até agora

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Nabeel (نبيل) dá uma nova voz ao fuzz rock

crescente atenção em torno de nabeel culmina em sua estreia londrina no ICA, no dia 5 de novembro, marcando seu momento mais ambicioso até agora. Entre turnês nos EUA, obsessões por Pink e uma afeição recém-descoberta por blockbusters como Shin Godzilla, Razak mostra que seu universo é tão vasto quanto suas distorções — e igualmente humano.

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