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Post-Punk

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Viagra Boys transformam abertura para o Interpol em explosão caótica no Audio, em São Paulo

Na noite de 19 de março de 2026, o Audio virou um terreno instável e pulsante com a passagem dos Viagra Boys, escalados como responsáveis por aquecer o público para o show do Interpol, que subiria ao palco logo em seguida. Mas o que era para ser apenas uma abertura rapidamente ganhou contornos de atração principal — ao menos em intensidade.

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Interpol transforma o Audio em um ritual de elegância e intensidade

No centro de tudo, Paul Banks reafirmou seu papel como um dos frontmen mais singulares do rock contemporâneo. Contido, quase austero, ele conduz a banda sem excessos, deixando que sua voz grave e carregada de melancolia dite o tom da noite. Banks não precisa dominar o palco com gestos — sua força está justamente na economia, na forma como parece sempre guardar algo, criando um magnetismo silencioso. Em momentos como “My Desire” e “If You Really Love Nothing”, sua interpretação foi profunda, quase introspectiva, puxando o público para dentro de cada canção.

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Dry Cleaning – Secret Love 4AD

A grande virada está na integração entre voz e instrumentação. Se nos trabalhos anteriores Shaw funcionava quase como uma entidade paralela, narrando seus monólogos sobre trilhas nervosas e angulares, aqui a banda soa mais orgânica, mais disposta ao diálogo interno. Há refrães cantados, respostas corais, ganchos inesperados. O resultado não descaracteriza o Dry Cleaning; ao contrário, amplia seu vocabulário emocional.

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Rosa Damask: entre a pista de dança, o pós-punk e a eletrônica visceral

Rosa Damask é o alter ego de Nastia Reigel, artista russa cuja trajetória vem se destacando nos últimos anos tanto por suas produções quanto por seus DJ sets, amplamente reconhecidos pela abordagem minimalista refinada e pelo alto nível técnico. Figura ativa e influente da cena underground de São Petersburgo, Reigel construiu uma carreira marcada pela fluidez entre a música eletrônica orientada ao dancefloor e expressões mais introspectivas e sombrias.

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Pyncher – Every Town Needs A Stranger (EP)

O quarteto de Manchester parte de uma lógica quase anárquica: não há hierarquia entre referências, gêneros ou épocas. Krautrock, pós-punk, glam setentista, psicodelia suja, art-rock e ecos da tradição mancuniana coexistem sem pedir licença. O resultado não é colagem nem pastiche, mas uma identidade própria que se sustenta justamente pela fricção constante entre ideias.

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Living Set: pós-punk introspectivo e pulsação new wave direto de Austin

Formada em Austin, Texas, a Living Set se afirma como um projeto que cruza a tensão do pós-punk com a elegância melódica da new wave e a intimidade emocional do indie rock. Reunindo músicos experientes da cena alternativa, a banda constrói canções guiadas pelo ritmo, pela contenção e por uma carga emocional sutil, porém profunda.

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Banda Human Tetris toca em São Paulo

Human Tetris é uma das bandas mais influentes do post-punk moderno, formada em Moscou em 2008 e conhecida por sua estética melancólica, minimalista e hipnótica. Com trabalhos marcantes como Memorabilia (2018) e o mais recente Common Feeling (2025), o grupo conquistou reconhecimento internacional e uma base de fãs especialmente forte na América Latina. Sua música mais emblemática, “Things I Don’t Need”, é hoje uma das faixas mais representativas do post-punk contemporâneo. A banda se apresenta pela primeira vez no Brasil, sob produção da Post Punk Brasil, em parceria com o Madame Club.

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Peter Hook celebra 50 anos do show que mudou tudo — um tributo definitivo à história de Manchester

Em 4 de junho de 1976, um jovem Peter Hook entrou no Lesser Free Trade Hall para assistir ao Sex Pistols — um daqueles momentos que viram a chave para sempre. No dia seguinte, movido por um impulso criativo irreversível, Hooky pediu £35 emprestados à mãe e comprou seu primeiro baixo. Ali nascia um caminho que redefiniria o som de Manchester e, por extensão, da própria música contemporânea.

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